das nádegas
de um canto reservado. Geralmente entre quatro paredes. E é isso que se vê.
Não há coisa melhor que levantar cedinho, se
alongar e sair caminhando pelo bairro. É ótimo ver a comunidade amanhecendo. As
pessoas saem de casa, algumas caminham com sono, talvez sonhando com dias
melhores onde não precisem levantar tão cedo. Já outras parecem que estão
acordadas há mais tempo. Saem de casa com aquela energia que passa pelo molho
de chaves barulhento quando fecha o portão.
Esses, muitas vezes estão com os cabelos molhados e com cara de bom dia.
Acho que é o banho que dá vitalidade às essas pessoas.
As casas, tímidas, vãs aos poucos abrindo as
janelas para receber o ar que renovará o hálito dos cômodos.
Depois é comum ver as donas
de casas, após encaminharem os filhos às escolas, iniciarem a limpeza das
garagens ou quintais. A vassoura, que antigamente fazia todo esse serviço, foi
substituída pela mangueira. (texto continua, mas só dia 7 de março, na Comunidade do Conto no Jd. Revista, em Suzano)