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TÁ CADA VEZ MAIS DOWN

“TÁ CADA VEZ MAIS DOWN” Sacolinha  Advertência: esta história faz parte do projeto “O final você já sabe!”*. É um conto e como tal é fictício e foi construído livremente baseado em fatos do cotidiano. Dessa forma, o autor não busca aqui imitar a realidade ou ser fiel a ela. Manchete Homem negro é espancado e morto em supermercado Carrefour em Porto Alegre  Ao menos dois seguranças brancos espancaram João Alberto Silveira Freitas até a morte. Os agressores, que trabalhavam como agentes de uma empresa de segurança, foram presos em flagrante por homicídio triplamente qualificado.   Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/11/20/homem-negro-e-espancado-e-morto-em-supermercado-carrefour-em-porto-alegre.ghtml Acessado em 21.11.2020 “Preta, tô com mó vontade de comer aquele pudim que só você sabe fazer.” – Falou José Alves para sua esposa. “Ah, não Zé, tô cansada. Agora só tenho energia pra tomar banho e cair na cama.” “Poxa, preta, passei o dia todo trampando com o meu véio e pensando nesse pudim que só você sabe fazer. Justo você que é a mulher mais bonita do mundo.” “Lá vem você…” “Mas você sabe que é verdade. Mulher mais bonita que você não existe” – finalizou abraçando e beijando a esposa. Seguiram para o supermercado. No caminho, ele ia comentando sobre o seu dia com o pai. “Acho que se a gente continuar neste ritmo, até o meio do ano que vem vamos conseguir dar entrada no caminhão.” Seu sonho era ter um caminhão de pequeno porte, em sociedade com o pai, para fazer entregas pela cidade. Havia muito tempo que almejava por isso, desde quando era funcionário do aeroporto Salgado Filho e via aqueles pequenos caminhões circulando, entre os aviões, carregados de caixas de tudo quanto é produto. Certa vez, manobrou um desses veículos, da pista até o terminal de cargas. E então decidiu: “Quando eu sair daqui vai

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Nova resenha

“Já a moça, ainda de luto, vê que é hora de fazer algo pela comunidade, pois várias pessoas estão perdendo seus empregos, os ambulantes, empregadas domésticas, pintores, entre outros, não tem mais de onde tirar sua renda.” “…Sacolinha é um autor periférico urgente e com seu novo trabalho, mostra as dificuldades e ao mesmo tempo as felicidades que acontecem nas favelas do Brasil. E ao mesmo tempo “Entre amar e morrer, eu escolho sofrer” é um grito para a sociedade que parece esquecer alguns bairros das grandes cidades.” Clique aqui para ler a resenha completa. 

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Graduado em marginalidade 3ª ed.

Vem aí, a 3ª edição de Graduado em marginalidade. Com o mesmo conteúdo que projetou o meu nome e que até hoje traz leitores e pesquisadores até mim. Mas terá uma roupagem diferente: capa nova, miolo com fotos e um viés crítico que servirá de carapuça pra muitos de nós, da sociedade. Produção das fotos: Elidiane Alexandrino.

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Krenak e Sacolinha

Esses dias bati um papo virtual com o querido e aguerrido Ailton Krenak. Essa conversa fará parte do D’escambô Festival Multicultural, que ocorrerá no começo de dezembro nas redes sociais.Aviso por aqui quando tiver os endereços, dias e horários.

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Existe amor na pandemia

Existe amor na pandemia Por Eleilson Leite   Sacolinha é reconhecidamente talentoso no gênero do conto e seu prestígio nas narrativas curtas, transcende o circuito da literatura periférica. A Editora Todavia percebeu a habilidade do escritor de Suzano e publicou o excelente “Entre amar e morrer, eu escolho sofrer” numa série de títulos lançados no contexto da pandemia da COVID 19. Com trinta páginas, o conto é praticamente uma novela protagonizada por Malu e Bibiano, dois jovens moradores de uma das maiores favelas do país. Trajetórias distintas se encontram em meio às ações de solidariedade na comunidade. Na narrativa ficcional, o autor registra diversas iniciativas de atendimento aos mais vulneráveis como as que a Favela de Paraisópolis, de São Paulo empreendeu e que ficaram nacionalmente conhecidas, entre as quais, os coordenadores de rua e as unidades móveis de saúde. As acirradas disputas no polarizado cenário político nacional também estão presentes na obra, mas bem dosadas para não tirar o foco do enredo que se passa no chão do território periférico. Malu toma frente da Associação de moradores dominada por dirigentes corruptos. Estrategista, sabia negociar com o traficante e com os pastores evangélicos. Bibiano ficava no apoio, seja ajudando os mais velhos no acesso ao auxílio emergencial, ou na distribuição de cestas básicas. A energia da coletividade entre os mais pobres aproxima os dois, ambos vivendo ainda o luto da perda dos pais para o coronavírus. Um conforta o outro e a relação cresce em meio a tragédia que assola a comunidade e o país. Nos contos de Sacolinha, porém, não cabem desfechos óbvios. No final o leitor vai entender o sentido do título do livro e suas três possibilidades de destino. Sacolinha com seu conto nos salva da inércia e da apatia, mostrando que entre os mais pobres encontramos a

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Escritor Sacolinha

Sou Sacolinha, um escritor nascido em São Paulo, reconhecido por minhas obras que incluem romances e contos. Além de escrever, atuo como líder cultural, promovendo eventos como o 1º Salão Internacional do Livro. Levo minha paixão pela literatura a locais incomuns, ministrando palestras e oficinas em prisões, favelas e associações de moradores. Meu compromisso com a promoção da leitura me levou a colaborar com projetos inovadores da UNESCO e Ministério da Justiça!

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