Sentirei saudades
Manoel de Barros, Sobá, Umbu e Sopa Paraguaiana ________________________________________________ Eita porra! Não poderia terminar melhor essa 1ª fase do projeto de leitura nos presídios federais. Imagina que o danado do Manoel de Barros, sabendo da nossa chegada (minha e da Maria Valéria Rezende) aqui na cidade de Campo Grande, pediu para que déssemos uma passadinha na sua fazenda. E qual foi a minha surpresa quando chegando lá o poetinha já foi dizendo que me conhecia pela televisão e que já tinha lido “85 Letras e um Disparo” e recentemente “Peripécias de Minha Infância”. Caramba, maior honra vai ser difícil de encontrar. Na hora me amaldiçoei de não ter trazido a câmera. Ainda maquinei a chance de correr até o centro da cidade para comprar uma câmera, mas o tempo tava curto e eu não podia abusar da humildade do poetinha e nem dos agentes federais que nos levaram até o grande poeta brasileiro. Essa já entrou para a minha história. E vocês lembram daqueles irmãos, deputado e vereador do Rio de Janeiro, que foram presos acusados por estarem envolvidos com as milícias? Aqueles da Liga da Justiça, que até inspiraram o filme Tropa de Elite 2. Pois é, estão presos em Campo Grande e fizeram a nossa oficina. O filho de um deles também tá aqui. Todos os três presos, lendo cerca de três livros por semana cada um. Achei o máximo. Agora só resta saber como eles vão usar todo esse conhecimento adquirido dessas leituras. Bom, então depois do Manoel de Barros e dos nossos dois dias de trabalho na penitenciária, lá fomos nós na Feira Central de Campo Grande, conhecer o famoso Sobá e a Sopa Paraguaiana. Do Sobá eu só digo uma coisa: Eu adorava Yakissoba… até conhecer hoje o Sobá. A partir de agora o Sobá