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Sobre o bate papo

foto: Marilda Borges E na quinta-feira passada rolou mesmo o bate papo sobre a produção literária na periferia. Foi lá na Loja Suburbano Convicto, bairro do Bixiga, centro de São Paulo. Na mesa, eu, Robson Canto e Rodrigo Ciríaco. Direcionei minha fala para os editais de incentivo à cultura, que estão consolidando o que já existe há um bom tempo, que é o trabalho dos artistas que residem na periferia. Porque mesmo que esses artistas consigam lançar o seu trabalho, eles precisam fazer circular. No caso de nós, escritores, além de publicar, temos que distribuir, divulgar e vender. E sem uma editora, fica difícil. Seu público leitor será seu pai, sua mãe e seu vizinho. É aí que entram os editais para consolidar o nosso trabalho, porque com grana na mão dá pra você estruturar as coisas: ou paga um distribuidor, ou traça um plano independente de distribuição e venda. Citei como exemplo os editais: VAI, Pontos de Cultura, Prêmio São Paulo de Literatura, Bolsa Funarte de Criação Literária, Prêmio Sesc de Literatura, entre outros. E também disse que é graças à política cultural do Governo Lula que outras esferas de governo (estadual e municipal) lançaram editais às pencas para a classe artística. Sem contar que antes era impossível se inscrever como pessoa física. Hoje, qualquer cidadão pode se inscrever nesses editais, desde que tenha RG e comprovante de endereço. É claro que pra literatura ainda é pouco, sem contar que a maioria dos editais literários não é para o escritor e sim para o livro e a leitura. No mais, citei que nós três ali na mesa fomos beneficiados com verba pública: o Canto lançou seu livro com verba do VAI, o Ciríaco acabou de ser aprovado no Vai com seu grupo de teatro, e eu em 2009, ganhei

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Alanda

Essa criança está com 8 meses de idade, mas já leu Kafka, Saramago, Graciliano Ramos e José Lins do Rego. É que na hora em que estou lendo, ela não consegue ficar quieta e atrapalha minha leitura. Aí, achei uma solução: Leio em voz alta e ela fica quietinha, só ouvindo. Portanto, já leu todos esses autores.

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Próximo debate-papo

2o Suburbano em Debate __________________________________ 01/04/2010 (das 19h às 21h) – grátis _____________________________________________________ Tema: A produção literária na periferia _____________________________________________________ Mesa: Sacolinha _________________________________________ Rodrigo Ciriaco ________________________________________ Robson Canto ______________________________________________ Mediador: Alessandro Buzo _____________________________________________________ Local: Livraria Suburbano Convicto no Bixiga Rua 13 de Maio, 70 – 2o andar (grátis) Inf: (11) 2569-9151 [email protected] http://www.livrariasuburbanoconvicto.blogspot.com/

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Leituras

Agora, o próximo livro que iremos discutir no Trocando Ideias, é “Mensagem” de Fernando Pessoa. Mas como será somento no dia 27 de abril, volto agora para o Brasil e vou ler alguns livros que faltam para completar a leitura de Graciliano Ramos. Li quase todos do autor, só faltam três. Vou começar por “Angústia” que encontrei no sebo por R$ 2,00. Eu só não li todos do Graciliano, mas tenho todos em minha modesta biblioteca de 900 títulos. Desculpa aí, não é modéstia não, é só pra constar. Saudações Literárias!

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Ateísmo e Amor

Assim como a morte suspende suas atividades e para de matar, Saramago suspende seu comunismo e resolve falar de amor em “As Intermitências da Morte”. Depois de ter lido, quase numa sequência, quatro livros do autor, me vi chateado ao terminar a leitura dessa obra. Creio que, embalado pela leitura de outros livros, me vi empolgado e dei com a cara na parede. A ideia foi boa, mas parece que Saramago foi derrubado por ela ao não desenvolver de forma gostosa, onde a leitura fluiria sem problemas, igual nosso dia-a-dia, sabendo que não somos eternos e que algum dia iremos morrer. No começo a leitura é boa, mas antes de chegar na metade, fica cansativa demais, e as belas citações filosóficas que Saramago tem como marca, aqui se tornam um saco. O enredo é chamativo: A morte resolve suspender suas atividades e a partir do dia 1º de janeiro ninguém morre no país. Como conseqüência, aparecem centenas de problemas, entre eles econômicos e sociais. De início as pessoas acham aquilo uma benção; Que beleza! A eternidade. Ser imortal. Porém, os pontos negativos são superiores aos positivos. É aí que a morte consegue atingir seu objetivo: o de mostrar aos ingratos seres humanos que ela não é tão ruim quanto parece, e que sem ela, estaríamos num caos permanente. É só imaginar que você vai completar 200 anos, todo enrugado, cheio de dores, sem enxergar, envergado, sem se mover, só o osso, sendo rejeitado por parentes e até pelo asilo, e que mesmo o seu coração quase parando, você não morre. Pode ter certeza, a coisa que você mais vai querer é a morte. Depois que as pessoas entendem o recado, a morte volta a matar, só que com um diferencial: dessa vez as pessoas serão avisadas uma semana antes de

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É terça

Trocando Ideias discute José Saramago Promovido tradicionalmente todo mês pela Associação Cultural Literatura no Brasil, com o apoio da Prefeitura de Suzano, o Trocando Ideias de março será realizado nesta terça dia 30, a partir das 20h, no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi” (Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – SP). Desta vez, o livro de José Saramago “As Intermitências da Morte”, foi escolhido para ser discutido entre os presentes. Serão abordados o conceito, o tempo e o espaço da obra, além do processo de construção dos personagens. A facilitação do debate ficará na responsabilidade do escritor Sacolinha. Qualquer pessoa pode participar gratuitamente, desde que tenha lido o livro. Informações: 4749-0384 / 7615-4394

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Escritor Sacolinha

Sou Sacolinha, um escritor nascido em São Paulo, reconhecido por minhas obras que incluem romances e contos. Além de escrever, atuo como líder cultural, promovendo eventos como o 1º Salão Internacional do Livro. Levo minha paixão pela literatura a locais incomuns, ministrando palestras e oficinas em prisões, favelas e associações de moradores. Meu compromisso com a promoção da leitura me levou a colaborar com projetos inovadores da UNESCO e Ministério da Justiça!

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