Conto com títulos…
O amigo e poeta Sérgio Vaz resolveu fazer uma brincadeira que virou conto. O danado pegou alguns títulos de livros que foram lançados nos últimos anos e fez uma bela história. Leia na íntegra: A Poesia dos deuses inferiores – Sérgio Vaz *baseado em fatos que não aconteceram, mas que poderiam ter acontecido facilmente A Guerreira em questão morava no topo da favela, lá, onde subindo a ladeira mora a noite, e chegava do trabalho lá pelas dez. Um ônibus lotado, mais o que doía mesmo era o trem. Chegou em casa e o suposto marido, graduado em marginalidade já estava louco de cachimbo, na cidade de Deus onde todos foram esquecidos, o nóia era conhecido como colecionador de pedras. Um dia já foi trabalhador, mas… Pensamentos vadios é foda. Elizandra já não suportava mais essa vida, mas não se sabia porque vivia pelo vão da felicidade, enquanto o desgraçado do Ademiro vivia na fortaleza da desilusão. E assim, viviam a vida queninguém vê. No sábado, hoje é quinta, ela vai matar o desgraçado, só que ela ainda não sabe, nem ele, por isso seguia sobrevivendo no inferno no seu castelo de madeira noite adentro planejando o assassinato. Pronto, já é sábado -resolvi cortar a sexta-feira e partir direto para os acontecimentos. Quando Elizandra chegou, moída do trabalho, encontrou novamente o traste bem louco na cadeira no canto da cozinha. A casa estava imunda, um quarto de despejo. Foi a gota D´agua. Ela o matou com o tiro bem no meio da cabeça. Foi assim: Há alguns dias ela tinha conseguido um revólver emprestado de um admirador, que não via a hora do nóia se mudar do Capão pecado para ele logo se entocar na goma do malandro. A Guerreira já chegou decidida, o zóio estava pegando fogo, vixe, ela