Quem é mais?
Neste 1º bloco da entrevista concedida pelo escritor Alessandro Buzo ao programa “Provocações”, Abujamra pergunta: Quem é mais escritor, Sacolinha Sergio Vaz ou Alessandro Buzo? Confira a resposta no vídeo abaixo:
Neste 1º bloco da entrevista concedida pelo escritor Alessandro Buzo ao programa “Provocações”, Abujamra pergunta: Quem é mais escritor, Sacolinha Sergio Vaz ou Alessandro Buzo? Confira a resposta no vídeo abaixo:
Trecho da entrevista com o rapper GOG no programa “Provocações” da TV Cultura. Destaco este trecho por conta da provocação do Abujamra em relação à escritores “periféricos” de São Paulo e outros Estados.
Debate “Existe uma escrita periférica” – Sacolinha, Sergio Vaz, Buzo e Allan.
“Sim, apesar do meu pessimismo com relação aos rumos da humanidade, eu ainda insisto em ser pai de 5 filhos. Mesmo sabendo que pode vir a faltar água, ar, alimento e humanidade. Não é vaidade e meta, é vontade de contribuir com uma possível luz no fim do túnel, ou no quarto escuro”. Trecho de entrevista minha para a Rádio Metropolitana.
O Quarto Escuro “…Porque o passado me traz uma lembrança Do tempo que eu era criança E o medo era motivo de choro Desculpa pra um abraço ou um consolo” Cazuza / Frejat Desde criança eu tenho medo de ser trancado em um cômodo sem luz e janelas, abafado e silencioso. Coisas da minha imaginação. Quem me conhece sabe que esse continua sendo o maior medo da minha vida. O problema é que cada dia que passa sinto-me mais próximo desse cômodo. Há tempos ando agoniado com as pessoas, todas elas. Essas pessoas estão transformando o tempo e o espaço em algo irreversível. E vou falar apenas da capital onde vivo, para se ter idéia do tamanho da coisa. No momento em que escrevo esse texto, tenho apenas 24 anos, não vivi praticamente nada, mas tenho punho para falar do que me aflige. Percebo que estamos caminhando para um outro mundo cada vez mais subjetivo. Hoje dificilmente vejo as pessoas se cumprimentarem. Inclusive quando embarco num ônibus e lanço um bom dia, noto que o motorista e o cobrador se surpreendem com esse ato. Perderam o costume, agora estão armados de palavras rudes para acertar na cara daqueles que não reconhecem que a culpa das más condições do transporte público não é deles. A mesma coisa acontece com funcionários públicos do setor de saúde que trabalham de mau humor. Chego a repetir duas ou três vezes o cumprimento, para eles entenderem que ainda somos seres humanos. E mesmo quando o cumprimento é retribuído ainda falta aquela coisa de olhar nos olhos. Mas não é só isso que me aflige, é um amontoado de coisas e cenas que acontecem neste mundo contemporâneo e que contribuem para sermos cada vez mais acuados no cômodo escuro. Chegam 500 carros novos por dia na