Antes de eu começar a minha militância no Movimento Negro, era apenas um alienado que sentava a bunda no sofá aos domingos para assistir TV, achando que estava tudo bem, mesmo sabendo que milhares de pessoas no mundo passam fome e frio. Depois de minha investida na questão racial, veio o hip hop, o social, a cultura e a leitura, por fim cheguei à literatura, que me emancipou em todos os sentidos. Aí pronto, comecei a encarar os problemas do mundo como sendo meus. A partir daí parei de “bater no peito” e dizer que “odeio política”. Já estava com 17 anos de idade. E aquele que vejo praticando esse ato hoje, considero-o analfabeto político (citando Brecht). E se for artista então, é individualista. Não é necessário ser partidário, mas pelo menos ter discernimento político. Numa de minhas palestras um poeta de 49 anos se levantou e disse em alto e bom som: – Sabe como eu resolvo na política? É simples, não voto e depois pago a multa. E eu retruquei: – Pois você é um grande tolo. Assim só resolve o problema dele, e faz os outros milhares de cidadão sofrer 4 anos nas mãos de um administrador mal caráter porque ajudou a elegê-lo não votando. A cidade de Suzano que fica na grande São Paulo, está vivendo o seu melhor momento político e de campanha. Aqui, atualmente, não pode pintar muro, usar outdoor, fazer showmício, colar cartazes em postes, camisetas, chaveiros ou bonés. Quem está ganhando com isso é a população, já que os candidatos têm de ir de porta em porta, fazer corpo a corpo e discutir projetos, idéias e o plano de governo para os 4 anos de administração. Candidatos de partidos pequenos também saem favorecidos, já que os grandes usam empresas e todo o