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Mãe Literária

E ontem, quarta-feira, fui até o Centro Cultural Maria Antônia para assistir a peça “Ensaio sobre Carolina” apresentada pelo grupo “Os Crespos” alunos do Teatro da USP. Quem me conhece sabe que sou fã da Maria Carolina de Jesus, até porque foi ela quem me disse que era possível, mesmo com todas as dificuldades, ser alguém de destaque e de influência na sociedade. Foi a Carolina, a favelada que tinha 2 filhos e era semi-analfabeta, que deu uma força em minha vida. Todos, sem distinção, devem ler pelo menos um livro da Carolina. E se for ler, leia logo o Quarto de despejo – Diário de uma Favelada. Depois mande um e-mail pra mim dizendo o que achou.

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Ensaio sobre Carolina

Nesta terça tenho muitos compromissos para dar conta. O primeiro deles é às 15h, reunião com uma empresa interessada em investir num projeto de incentivo à leitura. Depois, às 18h, articulação rápida na sede da Ação Educativa no centro de Sampa. Às 19h, uma outra reunião com uma galera da Prefeitura de Itapevi que está preparando uma conferência sobre questão racial e cultura. Esse bate-papo será apenas de 1h, pois às 20h tenho um compromisso mais que sério; apresentação da peça: Ensaio sobre Carolina, baseado na vida de Maria Carolina de Jesus, autora do livro Diário de uma Favelada. Essa peça será apresentada no Centro Cultural Maria Antônia, rua Maria Antônia, 294 – Consolação. Mais informações: (11) 3255-7182. Eu não vou perder nem que caia chuva e alague o centro de São Paulo. Pra quem ainda não sabe, a Maria Carolina foi a responsável de tudo o que sou hoje, foi ela quem me mostrou que era possível, ela, negra, favelada, sem estudo, sem marido, com dois filhos e com muita força e solidariedade no coração. Maria Carolina de Jesus, a mulher que nas décadas de 50 e 60 sofria sorrindo.

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oficina em Guarulhos

E estarei, a partir de abril, ministrando a oficina de “Literatura e Técnicas de Redação” lá na cidade de Guarulhos. Serão 9 aulas, todas às quintas, das 19h às 21h, na Biblioteca Monteiro Lobato. A oficina tem como público alvo educadores, leitores e principalmente escritores. Nela irei abordar a leitura e a escrita, os erros mais cometidos na confecção de um texto, darei dicas e farei uma panorama de livros clássicos. Irei exibir o filme Vidas Secas e vamos trabalhar com muita produção escrita. Os interessados devem correr para fazer a sua inscrição, pois são somente 20 vagas. Mais informações: Ação Cultural Biblioteca Monteiro Lobato Fones: 6409.1355 / 6408.3767

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Sápassado

Queridos amigosleitores, sábado passado foi um dia muito produtivo. Estive presente no Seminário Cadernos Negros – Três décadas. Estava lá como ouvinte e palestrante. Gente muito boa estava por lá e várias idéias surgiram para projetos e textos literários. A mesa que dei contribuição foi a que tinha o tema: “Autores e Leitores – para quem escrevo?”. Nela estavam, eu, Esmeralda Ortiz, Cuti e Cristiane Sobral. Viu? Que mesa balanceada? O público presente constituiu-se na sua maioria de professores do ensino fundamental e médio, além de vários autores negros. O seminário ocorreu na Faculdade das Américas, das 08h às 18h, com palestras, mesas redondas, apresentações culturais e lançamento. Como sabem não tenho as fotos agora, mas até semana que vem publico-as aqui. Abraços.

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Esclarecimento aos leitores

Venho até aqui neste momento para facilitar a vida de alguns leitores de “85 Letras e um Disparo”. Explico: Em todo o Brasil estão surgindo vários comentários desse livro nos mais diversos jornais impressos. Num deles o articulista diz que o conto que dá nome ao livro não tem 85 letras e sim 88. Aí é que tá meus caros. Quem está contando 88 não está aproveitando o conto ao máximo. O título 85 Letras e um Disparo diz que nesse mini-conto há, além das 85 letras, um disparo incluso no texto, portanto, a palavra “Puf” representa o disparo. Alguns leitores estão contando o disparo como letra, por isso soma-se 88, mas exclua as letras que representam o disparo e haverá somente 85 letras. Em tempo: Em Suzano, cidade onde moro, virou uma febre: um monte de carros com o adesivo “85 letras e um Disparo” colado no vidro traseiro. E as empresas de ônibus não param de reclamar, pois os bancos dos veículos estão sendo pichados com o nome do livro. Eu não sou. Fazer o quê, o livro tá bombando. Não posso publicar o conto, mas quem estiver curioso pode chegar na livraria mais próxima e pedir o livro. Mas não se esqueçam, são 85 letras e não 88. Saudações.

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Escritor Sacolinha

Sou Sacolinha, um escritor nascido em São Paulo, reconhecido por minhas obras que incluem romances e contos. Além de escrever, atuo como líder cultural, promovendo eventos como o 1º Salão Internacional do Livro. Levo minha paixão pela literatura a locais incomuns, ministrando palestras e oficinas em prisões, favelas e associações de moradores. Meu compromisso com a promoção da leitura me levou a colaborar com projetos inovadores da UNESCO e Ministério da Justiça!

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