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Esse link aí abaixo é para aqueles que não viram a matéria comigo lá no sofá do Jô, ou para quem quer rever a entrevista. Aviso: a matéria não tá na íntegra, só tem os primeiros 11 minutos. http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM747717-7822-ESCRITOR+ADEMIRO+ALVES+JA+FOI+LADRAO+DE+LIVROS,00.html

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Eu e elas e eles

Sacolinha Eu e minha noiva Alessandra, responsável pelo Pró-Jovem em Suzano Ao lado da Tiêta do Agreste Moacyr Scliar Ao lado do prefeito de Suzano que ficou contente em tirar foto comigo Com o Sérgio Mambert (tio Vitor) e o amigo Passarinho Com Loyola Brandão e Walmir Pinto, secretário de cultura de Suzano Aqui tô com outro escritor, Nelson de Oliveira Buzo, Sérgio Vaz, Dinha e eu Ao lado do mestre Oswaldinho da Cuíca Com o cabra arretado Marcelino Freire, e tenho ditO

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Terceira pessoa

Os Prazeres de Sara … E, no entanto, é ser humano… (Trecho da poesia “Mina da Periferia”, do poeta Marcopezão) Acordou decidida. Aquela seria a noite: ia dançar até seu corpo derreter em suor. A semana inteira tinha sido de trabalho pesado e condução lotada. Agora é só se entregar ao prazer com muita cachaça e forró. Desde que Sara ficou sozinha no mundo, perdendo toda a família num incêndio que aconteceu na favela do Arco-Íris, ela se consola bebendo cachaça e dançando forró. De toda a família era a única que tinha conseguido emprego com carteira assinada. Os outros dois irmãos haviam se juntado à mãe e ao avô na produção de bonecas pretas. A casa em que viviam, na verdade, de casa tinha muito pouco. Era um barraco e fora pago com muito sacrifício por toda a família, na época anterior ao Real, e custara muito ganhar o dinheiro para comprá-lo. Tudo se resumia a um barraco feio, mas, com a força e a criatividade da família, virou até destaque na favela. Usaram palha da costa na reforma e depois umas tintas que sobraram de uma construção e que foram dadas ao avô de Sara. Ficou uma beleza… Aí vieram as giras e as cantorias, os benzimentos e os passes, as esperanças de muito axé; tudo para atrair a melhor das proteções para aquele ambiente familiar conseguido com tanta luta. Só que de nada adiantaram os pedidos e oferendas e a proteção não foi suficiente para conter o fogo que se alastrou por toda a favela naquela noite de 24 de dezembro. A brincadeira dos marmanjos que acendiam rojões descuidadamente matou dezesseis pessoas. Entre elas estava toda a família de Sara. Só ela conseguiu se salvar porque se encontrava na casa de uma amiga, em outra favela, festejando

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Primeira pessoa

Intolerância … DE SIS TI. Não dava mais menina. Acordei de manhãzinha, liguei pra minha mãe e pedi pr’ela me buscar. Arrumei minhas coisas e ZAP. Fui. Quando ele acordou eu já tava looonge. Agora imagina: eu, desprendida desse jeito, adoro uma farrinha, uma cervejinha… Ficar com aquele parasita? Não deu amiga. Vi que aquilo não era pra mim. Depois que ele entendeu, ligou pra minha pessoa, resmungando que eu nem tinha se despedido. O que ele queria? Beijinho, sexo e café da manhã na cama? Ah, não vigia não pra vê. Deixei tudo lá, só peguei minhas roupas e meus cd’s, não quis mais nada. Essa vida não é pra mim. Esperta foi minha prima, faltando dois dias pro casamento dela, cancelou tudo. Ainda ligou para o noivo e disse que não iria casar porque não gostava dele. Ririririri. Só rindo mesmo, né? Agora imagina, depois de quatro anos juntos é que ela foi avisá-lo disso. Pode? Ah, eu sei que eu sou eu. Num gostei de uma coisa, renuncio. Num sô obrigada. Mando tudo pro inferno. Esse emprego mesmo, onde já se viu? Folguei ontem que era sábado pra trabalhar hoje. Uhhh, ninguém merece. Num fiz nada, fiquei pra cima e pra baixo o tempo todo. Bebi duas cervejas lá no bar e fiquei zanzando igual cachorro faminto atrás de algo, sem necas de catibiriba pra fazer. De tarde fui com meu irmão no mercado, aí tomamos uma cerveja e pronto. Foi assim a minha folga. Tomara que hoje o ambulatório esteja funcionando. Vou fingir que tô passando mal só pra não atender. DO MIN GO, UM SOL DE SSE, o povo tudo na rua se divertindo e eu LÁ, com o fone no ouvido OUVINDO reclamações dos filhinhos de papai? Ah, nem morta minha fia. Sexta eu

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Escritor Sacolinha

Sou Sacolinha, um escritor nascido em São Paulo, reconhecido por minhas obras que incluem romances e contos. Além de escrever, atuo como líder cultural, promovendo eventos como o 1º Salão Internacional do Livro. Levo minha paixão pela literatura a locais incomuns, ministrando palestras e oficinas em prisões, favelas e associações de moradores. Meu compromisso com a promoção da leitura me levou a colaborar com projetos inovadores da UNESCO e Ministério da Justiça!

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