O amigo, leitor e escritor, Alba Atróz, fez um texto sobre a sua experiência com a leitura de “Brechó, Meia-noite e Fantasia”. Vale a pena a leitura. LEITURA ANALÍTICA E SUGESTIVA DE “BRECHÓ, MEIA-NOITE E FANTASIA”, de Sacolinha. (Constructo de Alba Atróz – 12 de fevereiro de 2017) Olá! Como vai? Peço licença pra partilhar algo contigo. Acabei de ler mais uma forte presença literária de Sacolinha. Está bem patente no recém lançado “Brechó, Meia-Noite e Fantasia”. Obra nascida e criada em circunstâncias que tem tudo a ver com o respeitável engajamento cultural do autor. Isso mesmo! Escrita à luz de conversas e debates travados entre ele e participantes do seu famoso e vitorioso projeto intitulado “Comunidade do Conto”, inspirado, em partes, pelo mesmo ideário precursor do “Clube do Conto da Paraíba” que, em João Pessoa, deixou de discutir virtualmente para discutir pessoalmente, em encontros marcados, a grande arte de escrever tal incrível gênero textual, composto, sem citar mais características peculiares, por narrativas breves e concisas, a coletânea “Brechó, Meia-Noite e Fantasia” – nome doado por um pesadelo que a esposa de Sacolinha, a poeta Landy Freitas teve – simboliza, depois de um hiato de três anos sem lançar “nada”, entre aspas, é claro, a volta do autor dos já consagrados “Estação Terminal” e “Graduado em Marginalidade”, entre outros. Com 11 vertiginosas narrativas, dedicadas, em particular, à sua filhinha bebê, esta sucinta obra ressalta, em ritmo de causos, os traços da vida cotidiana na periferia, assim como, num momento autobiográfico, revela suas angústias quanto escritor-ser humano, sujeito às mesmas dificuldades, como qualquer outro, em cumprir metas tratadas, impostas ou sugeridas a ele. Seu bloqueio diante do “espelho temático”, por exemplo, que acaba revelando-lhe o esquecimento de si próprio em função dos outros, é um dos escritos reveladores. Assim como quando uma temática lhe