Global Editora
E logo chega no mercado os cinco livros da Coleção Literatura Periférica. Aguardem!
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Eu e a Telefônica! Confesso que em muitos momentos de minha vida, eu sinto inveja do personagem do meu conto “Reflexões de um mendigo”. Para quem não leu, trata-se de um ser humano que tinha tudo para viver confortavelmente e feliz, mas que de uma hora para outra, largou tudo e foi morar na rua. Tudo isso para evitar as contas e impostos, boicotar a televisão e evitar ser sugado por um patrão e por uma empresa que tratam funcionários como máquinas. Sinto inveja dele e dos hippies, porque pra nós, que estamos nessa vida, as coisas nunca estão cem por cento, além do mais vivemos correndo atrás disso. É ou não é? Quando você resolve um problema aqui, já tem outro pipocando ali. E assim você quase nunca está bem. Mesmo quando está gozando de uma saúde perfeita, há sempre algo a ti incomodar; é uma unha encravada que está lhe matando de dor, uma bela espinha na ponta do nariz, o cabelo que não obedece (ou cai ou fica rebelde), a barriga crescendo, briga com namorada (o) ou esposa (o), o carro que vive pedindo peças novas, a conta que você já pagou, mas que não acusaram o pagamento, as fofocas envolta de seu nome, um parente pedindo dinheiro emprestado, os vários impostos que você paga e não vê como sair deles, o computador com problemas, o cano de água que furou, o filho que arrumou encrenca na escola, o dinheiro que nunca dá, as coisas que você nunca consegue fazer… – Chega! Foi isso o que eu disse para a Empresa de Telecomunicações de São Paulo, a Telefônica, nesta manhã. – Chega! Eu estou me sentindo roubado. Isso é uma sacanagem, não dá mais. A atendente não entendia a minha revolta de anos e anos sendo ludibriado
Salve! Carnaval chegou e eu tô dentro. Até porque não posso ser revolucionário 24 horas por dia. Para quem acessa esse blog, aviso que só volto aqui na quinta-feira, pois comecei a folia ontem e só paro na quarta depois dos resultados. Mas fiquem sabendo que eu não levo nada á sério, sou folião de salão mesmo, odeio competição no carnaval. Aqui em Suzano tem 36 escolas de samba, mas não vou sair em nenhuma delas, porque o meu negócio são os blocos. Só pra ter idéia, ontem eu saí num cordão carnavalesco vestido de mendigo, hoje eu saio na avenida fantasiado de bêbado e amanhã saio no maior bloco de Suzano, que tem 43 anos de folia, chama-se “Viúvas Virgens”. Sinto muito mas não vou revelar aqui o nome e nem as fantasias que irei sair nos dias seguintes. Quem quiser ver é só chegar em Suzano e procurar a avenida Mogi das Cruzes. Aqui os desfiles vão de sábado até terça, dás 19:30 às 01:00. Tem arquibancada e segurança pra tudo quanto é lado. Qualquer coisa diz que é amigo do Sacolinha que tá tudo certo. Rssssss. Fui.
Saudações literárias! Há muito tempo que estou na rua fazendo um trabalho de formiguinha. Toda sexta de noite e sábado o dia inteiro, eu tô nas portas dos teatros, nos saraus e nas feiras culturais oferecendo meus livros. Não vou dizer que fiquei rico, mas consegui, praticamente, esgotar a 1ª edição do meu romance Graduado em Marginalidade. É isso mesmo, sózinho, com a cara, a coragem e a mochila pesadíssima nas costas. Quantos “nãos” eu ouvi? Quantas vezes as pessoas desviavam de mim dizendo: “Tô com pressa”? Quantos já me perguntaram desconfiados: “Você que é o autor, você que é o Sacolinha? Quantas vezes eu voltei pra casa sem ter vendido nenhum exemplar? Quantas vezes fui abordado pela polícia? Já perdi a conta leitor. Mas não me intimido com nada disso. Estou aí pra me impor, pra cobrar tudo aquilo que a sociedade me deve, só que de uma forma diferente. Estou comendo pelas beiradas, quando menos esperarem eu darei o bote no recheio. Pode acreditar. E é por isso que venho aqui neste momento. Pra anunciar que o trabalho de formiguinha tá rendendo frutos. Sou inquieto mas sempre tive paciência, sou novo pra cacete, tenho apenas 23 anos e muita coisa ainda vai acontecer em minha vida. Neste ano tem a 2ª edição do “85 Letras e um Disparo” meu livro de contos. Sairá pela Global Editora. E no início de 2008 tem a segunda edição do romance “Graduado em Marginalidade” que também vai sair por uma grande editora. Tá tudo acertado, mas prefiro não citar o nome ainda, pois olho gordo e zé povinho é o que mais têm, já disse Maria Carolina de Jesus. Na hora certa eu dou o resultado. Pode esperar. Tô chegando cada vez mais perto, quem não acreditava passa a acreditar. E quem
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