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Para imprensa, revistas, blogs, sites, jornalistas em geral. Fotógrafo: Irineu Junior Obs: Clique na imagem para abrir
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Revista “Trajetória Literária” – n° 2 Contos Selecionados Lançamento dia 22/12 – sexta-feira – às 19h Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi. Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – S.P Entrada gratuita Venha e receba gratuitamente a sua revista
Lágrimas de Noel Dessa vez ele veio decidido, a máscara de bom velhinho ficou para trás. Não seria igual aos anos anteriores em que perdoava a todos e todas. Agora ele irá dar uma boneca preta para levantar a auto-estima daquela menina negra, e o conselho de gente idosa será para aquele policial que deu um tapa no rosto de um cidadão. Grande decepção esse ano. Ele assistiu de lá da sua terra, as injustiças políticas, os assassinatos de mendigos, o descaso com os anciões, os policiais se tornando cada vez mais violentos e corruptos… Durante os dias desse ano, não deixou as renas assistirem a televisão, porque se elas vissem o que ele viu, com certeza não viriam. Seria melhor assim, até porque poucos eram os presentes que ele trouxe. Poucas serão as pessoas que irão ganhar os agrados. Muitas irão acordar e ver os seus sapatos vazios do jeito que deixaram na noite anterior. Terão em suas chaminés apenas o cheiro de brasa queimada e embaixo de suas árvores nada mais que o chão. As renas vinham sorridentes e saltitantes. Depois que sentiram o cheiro pesado do lugar, desanimaram. Chegaram cabisbaixas e sem recepção. Seria melhor se ficassem em casa. Ele caminhou durante horas num morro cheio de casas mal feitas e deixou um presentinho para cada gesto de humildade e solidariedade. Quando passou nos bairros de classe média torceu o nariz e prometeu lavar o rosto antes de entrar em sua casa, no Pólo Norte. Não se ouviu a sua risada grossa e nem se sentia o calor do velho bonachão. No centro da cidade fez uma oração para os que tiveram suas cabeças estouradas por mãos podres e sem sentimentos. Deixou um presente a cada morador de rua. Muitos irão acordar surpresos no dia seguinte, mas
Essas fotos são do Último Pavio da Cultura (Sarau) de 2006 em Suzano. Elas foram tiradas pelo amigo, poeta e fanzineiro, Rodrigo Ciríaco, que quase fica de pé por ter colocado o carro na garagem do Bradesco e ter esquecido do horário de fechamento. Só rindo mesmo. Eu na fita Cordelista Francis Gomes Alunos das oficinas de teatro da Secretaria de Cultura de Suzano Teatro Música com Valdivino Ciríaco e sua amada Tânia Canhadas O canto de Robson Canto Rodrigo Ciríaco em ação Sérgio Vaz apresentando seu quinto filho literário A turma reunida em Suzano
Bom, foi ótimo o lançamento do livro do amigo e poeta Sérgio Vaz, aqui em Suzano. O sarau também foi. Logo publico aqui algumas fotos, só dependo do poeta e professor Rodrigo Ciríaco e do escritor Robson Canto, ainda não lançado. Agora resta dizer que nesta semana o bicho pega, ou eu pego o bicho, sei lá. Na terça tem a última reunião do ano da Associação Cultural Literatura no Brasil e a última reunião do Núcleo de Literatura Periférica da Ação Educativa. Na quarta estarei lá no presídio feminino de Santana, num sarau junto com vários poetas, o pessoal da Funap e a galera do Leitura Ativa. O único problema é que terei de madrugar para chegar lá, putz grila, e eu que pensei que entrando de férias na facul, não precisaria mais levantar cedo. Na quinta tem o 29º lançamento da antologia do Quilombhoje. E sexta tenho palestra de manhã na Ong Juventude Futura, lá de Guaianases, na Zona Leste. No sábado tem sarau dos internos da FEBEM na Ação Educativa. E domingo é descanso, né? Abração á todos.