Só eu mesmo!
Santo André, Lula e Rio de Janeiro Eita que ontem a noite foi valorosa. A livraria/centro cultural Alpharrábio só não foi ao chão porque a estrutura lá é forte. Estava lançando o meu segundo livro “85 Letras e um Disparo” em Santo André. Pra começar eu e o editor Flávio chegamos cedo demais, ainda ia dar três e meia da tarde, e o lançamento seria às cinco e meia. Sendo assim, ficamos batendo papo, e o que não falta ali é assunto. Claro, um local onde tem café, sebo, livraria, centro cultural e gente bonita com muita cultura, tem assunto pra mais de mês. Aos poucos foram chegando os poetas. Chegou uma hora que eu já estava me sentindo sozinho, foi aí que começou a chegar os contistas: – Porra, até que enfim. Achei que só ia dar eu metido a contista. Começamos um sarau, ou melhor, leitura de poesia, coisa solta, vagabunda e sem relatórios. O mais novo ali era eu, o autor, o restante era tudo de trinta e quatro anos pra cima. Tomamos conta da Alpharrábio, aliás, já era nosso mesmo, a Dalila, poetisa e proprietária de lá, é maravilhosa, gente finíssima, e além de ler um conto meu, o mesmo que dá título ao livro, ainda nos deixou muito á vontade. Eu me empolguei, recitei duas poesias e ainda li o conto “Eu, Prostituta?” de minha autoria. Empolguei-me tanto que até me meti a ator. Só rindo mesmo. Era sete e meia e ainda tinha gente chegando. No fim, ainda veio o Olívio Basievictus, poeta, autor de 29 livros. Um cara de 44 anos maluquinho da Silva, que eu não via há uns dois anos. Nas conversas que tivemos lá, eu e toda a galera de escritores e poetas combinamos e firmamos um intercâmbio cultural entre