Resenha da jornalista de Minas Gerais, Jéssica Balbino, sobre o livro Graduado em Marginalidade
Surpreendente. Assim pode ser definido o primeiro livro/romance de Ademiro Alves, conhecido como Sacolinha.
Um excelente jogo literário, incomum para quem está iniciando no mundo das letras no Brasil.
‘O cheiro de pólvora abafa o perfume das rosas’ e esta é uma sensação que persegue o leitor a cada página do romance, onde está narrada a tragédia da vida de Vander numa paisagem periférica, bastante esquecida no mercado literário, mas um peso muito grande.
Política, corrupção, polícia e ética são alguns dos temas tratados com a classe e conhecimento certos, bem dosados, dum corte para o outro, como numa estratégia bem montada.
Um livro chocante, uma narrativa bem elaborada, um marco para a literatura ‘marginal’ do Brasil.
Muitos, assim como o personagem central do livro, sentem o cheiro da pólvora abafando o perfume das rosas e o brilho dos sorrisos e seguem vivendo.
Neste ‘marasmo’ da cotidiana vida periférica, Sacolinha nos brinda com o que tem de melhor nos guetos: a literatura feita com o coração.
Emoções como jogar bolinha de gude, rodar pião, empinar pipa, pique-esconde, pular o muro alheio para roubar cana e goiaba e ler o Graduado em Marginalidade se confundem numa mistura de sensações que tão puras, trazem saudades, sonhos e desejo de um amanhã melhor, porém, que uma pessoa, feita na marginalidade, poderá fazer?
Um romance urbano contemporâneo indispensável.
Um excelente jogo literário, incomum para quem está iniciando no mundo das letras no Brasil.
‘O cheiro de pólvora abafa o perfume das rosas’ e esta é uma sensação que persegue o leitor a cada página do romance, onde está narrada a tragédia da vida de Vander numa paisagem periférica, bastante esquecida no mercado literário, mas um peso muito grande.
Política, corrupção, polícia e ética são alguns dos temas tratados com a classe e conhecimento certos, bem dosados, dum corte para o outro, como numa estratégia bem montada.
Um livro chocante, uma narrativa bem elaborada, um marco para a literatura ‘marginal’ do Brasil.
Muitos, assim como o personagem central do livro, sentem o cheiro da pólvora abafando o perfume das rosas e o brilho dos sorrisos e seguem vivendo.
Neste ‘marasmo’ da cotidiana vida periférica, Sacolinha nos brinda com o que tem de melhor nos guetos: a literatura feita com o coração.
Emoções como jogar bolinha de gude, rodar pião, empinar pipa, pique-esconde, pular o muro alheio para roubar cana e goiaba e ler o Graduado em Marginalidade se confundem numa mistura de sensações que tão puras, trazem saudades, sonhos e desejo de um amanhã melhor, porém, que uma pessoa, feita na marginalidade, poderá fazer?
Um romance urbano contemporâneo indispensável.