_______ Nesses últimos dias venho dedicando cerca de 6 horas diárias na produção do meu novo romance, o “Estação Terminal”. Fico até às 2h ou 3h da manhã escrevendo, deletando, refletindo, criando fatos e pesquisando. ___________________________________________________ O tema central do livro foi vivido por mim durante 12 anos. O livro é a história do terminal Metrô Itaquera e os problemas que o cercam, como o transporte clandestino e alternativo, os ambulantes, os moradores de rua que vivem ali, pedintes, máfia dos policiais e a máfia da Viação Cidade Tiradentes. O romance é permeado pela vida de sete protagonistas: Pixote, Gago, Mastroloco, Maria José, Cadeirinha, Arilson e Helton Lima. Todos com seus conflitos e crises que fará do livro um instrumento da verdade humana para o leitor desatento entender que precisa ser chocado pra acordar para a realidade que o cerca. ___________________________________________________ Como sempre faço em minha criação literária, uso de todos os meios possíveis de pesquisa para compor um texto que seja bom. Assim como ouvi centenas de músicas de forró, quando compus o conto “Os Prazeres de Sara” para os Cadernos Negros 28, hoje, escrevendo “Estação Terminal”, o computador aqui de casa fica conectado à internet o tempo todo, pois o livro se passa entre os anos de 1988 à 2006, antes da chegada do Shopping Itaquera e poucos anos depois da chegada do Expresso Leste e do Poupa Tempo. Com isso estou ouvindo muita música, músicas que ouvia nas viagens de lotação que fazia como cobrador da Cidade Tiradentes até o Metrô Itaquera, ida e volta, músicas que meus companheiros de trabalho da época, abriam a porta de trás da kombi ou da van e aumentavam no último volume. ____________________________________________________ Meu ex-patrão adorava Roberto Carlos. De segunda a sexta-feira, das 5h às 6h da manhã, ouvíamos “As canções