Jabuti, Alpharrábio e África Essa semana foi cansativa, ou melhor, produtiva. Na segunda e na terça estive em reuniões com candidatos a deputados estaduais e federais, para discutir propostas culturais ao município. Porém, foi na quarta-feira que senti nojo. Fui eu e mais oito pessoas da editora Ilustra á entrega do 48º Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo. Logo no início de tudo fiquei do lado de fora tentando vender uns livros, mas as pessoas não queriam nem pegar na obra. Desencanei de tudo e resolvi entrar. Tirei o meu convite da bolsa e após as formalidades da entrada me senti um estranho no ninho. Só havia mesmo o Sacolinha de traje esporte, ou seja, de camisão e calça larga, o resto estava tudo de social. Nem liguei, peguei uns cartões na carteira e comecei a articular uns contatos. Quando vi que muitos não davam atenção, coloquei os cartões no bolso e fui apreciar o coquetel. Vi quitutes que jamais sequer havia ouvido. Cheguei numa mesa que estava transbordando de comida, observei com desconfiança uns palitos dobrados e pensei que era igual japonês. Aí foi quando peguei um palito e fui agarrar algum quitute, a garçonete não perdoou: – Senhor, esse palito já foi usado, está quebrado. Putz, achei que era assim mesmo, que era quebrado para facilitar a vida de quem ia agarrar alguma salgado. Aí a garçonete me explicou que eu deveria pegar um palito inteiro, espetar a azeitona, o ovo de codorna, e outros nomes que jamais ouvi falar. – Depois que o senhor comer, aí quebra o palito e joga aqui ó. Caralho, ainda bem que o pessoal da minha editora estava longe, senão seria sarro á noite inteira. Peguei um copo de refrigerante e saí andando entre as pessoas, derrepente eu escuto: – Sacoliiiiiiiiiiiiiinha, meu